Modelando Paradigmas


Olá queridos árduos leitores do Modelando Paradigmas!

Vim aqui explicar o meu sumiço. Andei tendo sérios problemas com as edições da UOL, ou seja, tentei colocar diversas interfaces legais mas o domínio da uol não suporta muita coisa. Além disso, o carregamento de imagens também me gerou muitos problemas.Aguentei isso por muito tempo, mas definitivamente cansei. Mas não é o fim! A boa notícia é que o MODELANDO PARADIGMAS terá continuidade mas com outro endereço(http://modelandoparadigmas.blogspot.com/). Na verdade, meu dedos já estão coçando por não poder mais gerar tantas discussões por aqui. A correria do dia-a-dia também é uma pequena barreira que logo será quebrada.Logo começarei a fazer um blog muito mais bonito e - sem problemas - para vocês. E aqui faço minha promessa: comentarei em todos os blogs assim que eu voltar pra blogosfera.

Vamos continuar Modelando nossos Paradigmas em 2010!

Obrigada pelo carinho, vejo vocês em breve :D

PS: Tô no twitter, me SEGUE LÁ! [http://twitter.com/biancabrito]



Escrito por Bianca às 20h08
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Incomode-se com o que te acomoda..

 

 

         Somos acostumados com o normal. Vivemos em um extremo cotidiano que nos deixa acomodados. Pequenas mudanças são às vezes, aceitáveis. Só temos certeza de que o mundo é uma esfera e que essa esfera gira, quando nos deparamos com as radicais mudanças. Por mais que estejamos certos que um dia iremos envelhecer, que nossa pele e nossa fisionomia irá mudar, preferimos acreditar que o tempo irá nos ajudar com o botox do momento e que nos tornaremos zumbis quase imortais.

         É engraçado como demoramos pra nos acostumar que pessoas vêm e vão – e que nem sempre as que vêm são melhores do que as que vão -  e que a lei da vida é ‘sobreviva o mais forte’(e os grandes esquivadores, também). Essa ansiedade do ser-humano talvez se explique pelo fato de termos uma única exata incerteza, a de não saber para onde vamos e nem de onde viemos. Não temos nem a breve idéia do que é certo e errado e se o maniqueísmo é algo real ou outra ilusão nossa.

Certas influências só percebemos se vivenciamos. Mudar de cidade parece o fim para quem tem ótimas companhias e prefere não desfrutar de novas. Mudar sua rotina de vida pode ser ótimo para um morador de rua e também pode ser péssimo para um rico empresário. A verdade é que a mudança traz consigo conseqüências, favoráveis ou não, mas que só por criarem expectativa para nós, acomodados, trazem junto um temor.Hoje você é um aluno mediano. Amanhã você está finalizando seu doutorado. E depois de amanhã, a única coisa que tem um real valor pra você é um simples e sincero sorriso.

O que passa despercebido para alguns é o fato de que o tempo não é o principal e único veículo para a mudança. Temos o poder na palma de nossa mão, por que vivemos dessa constante acomodação?

 



Escrito por Bianca às 10h59
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Conhecimento democrático?

 

O conhecimento sempre foi aspirado por nós. Seja na infância – quando o número de brinquedos demonstrava um nível de ‘saber’ maior – ou até na fase adulta, onde esses brinquedos se transformaram em diversos outros fatores – nem sempre – com o mesmo fim. Em meio a sociedade atual, o conhecimento impõe e não dispõe. Se antes ler era algo feito de maneira curiosa, hoje é feito de maneira necessária. Se antes o conhecimento era algo democrático, hoje ele passa por MUITOS obstáculos – considerados pequenos fatos - para chegar à democracia.

No nosso país, é mais fácil ainda de exemplificar que essa democracia é dificilmente vista. Um exemplo claro, são as escolas públicas, que produzem um tipo de conhecimento irrevogavelmente incomparável com o das escolas particulares. É aí que entra a grande questão: Estaria o conhecimento sendo vendido como mercadoria?

É fácil de se perceber, que a sociedade não evolui, e sim só muda os meios de seus fins. No passado, ter o poder da leitura e da escrita era privilégio para nobres(ou para indivíduos extremamente esforçados). Hoje, o – completo -  poder da leitura está para quem possui algum tipo de classe ‘mediana’ como descendente, ou que considere – e tenha condições necessárias – algo de alto valor que valha até mesmo sendo comprado.

Indo mais além da discussão, se um dia o – mais profundo -  conhecimento foi estritamente restrito para algumas classes, hoje ele é restrito para indivíduos que possuam uma vontade assídua de investir – e claro, tenham verba suficiente para isso – o que faz essa discussão ir da parte ‘abstrata’ para a – literalmente – ‘material’. Seria o capitalismo o grande vilão – disfarçado de ‘tecnologia de ponta e era da informação’ – do verdadeiro conhecimento?



Escrito por Bianca às 19h14
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As propagandas são as palmas (?) de um negócio

 

O homem nunca gostou de ser desvalorizado por suas invenções e principalmente, pelo artefato que ele mais usava para chegar até elas: a criatividade. Foi por isso que ele criou um nome para o veículo que suas criações teriam para serem valorizadas, que é a nossa tão conhecida propaganda . Mas peraí, esse veículo também teria que ser tão criativo (ou mais) do que a sua própria criação que demorou anos para ser finalizada?Desconsiderem o veículo da figura acima, e não tentem entender o porquê que um New Beatle resolveu  se comparar a um ovo com duas gemas na hora de fazer uma propaganda. Na realidade, ninguém ainda teve a estranha idéia de comer um carro no café da manhã. Eu imagino que não.

Já se disse em algum tempo que a propaganda era algo que possuía algum tipo de força das trevas. A verdade é que, somos altamente flexíveis à ela, e achamos que é ela que tenta nos dominar a qualquer custo – o que não deixa de ser verdade – porém, o nosso custo é barato. Quem aí não se lembra do Guaraná Taí? Tá certo que ele não ta aqui há muito tempo, mas com certeza no Acre ele ainda deve ser vendido. Ninguém se lembra do seu gosto completo, mas todos se recordam daquela marca logo que se escuta falar sobre o assunto. Pois é, nosso extradiornário cérebro achou interessante guardar marcas de guaranás – e mais milhares de propagandas e marcas – e isso pode gerar uma ampla discussão sobre a existência de um contrato das agências publicitárias com essa máquina que fica na parte interna da nossa cuca.

E é por isso que com toda essa tecnologia um tanto quanto apressadinha, que a propaganda começou a se tornar um tipo de arte, pelo fato de não ser nada fácil descobrir algo inovador hoje, que prenda a atenção ou – melhor ainda – que deixe você continuar fazendo o que está fazendo, porém, te desperte de alguma forma e faça você pensar no assunto na hora de dormir, e conseqüentemente, comprar a idéia. Não é a toa que as empresas estão sempre mudando o design de suas marcas, acompanhando as tendências atuais porém, não se desfazendo dos seus estereótipos.

E a finalidade disso tudo? No sentido psicológico, seria apenas, uma forma do ser-humano ser reconhecido no meio de uma sociedade em que cada um  está correndo atrás de seu eu superior. E no sentido capitalista, meus caros, VENDER, VENDER E VENDER.



Escrito por Bianca às 03h07
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Rio de Janeiro ATÉ 2016

                                     


 Não é sempre que um país subdesenvolvido consegue ser prestigiado perante belíssimos concorrentes – e quando isso acontece, pode ter certeza que rola festa e pizza em todos os apês – sem uma grande comemoração de âmbito nacional.

Com certeza a ansiedade de todos os brasileiros vai durar até lá. Sem contar o medo da profecia dos maias se cumprir em 2012 – não dá pra adiar pra 2016 não? – e de que fim terão os semi-educados(lê-se:pessoas que não sabem se comportar fora de sua humilde casa que se encontra em algum topo muito alto, também chamado de morro).

Alguns dizem que essa pode ser considerada uma grande chance que caiu dos céus para um país emergente como o Brasil. Outros já acham que a macumba foi ‘braba’ mesmo. É evidente que a nossa felicidade mesmo é poder mostrar para o mundo, que o nosso país não é feito de macacos e cipós, que o Rio de Janeiro já não é mais a capital do Brasil – só até 2016, no sentido figurado da questão – e que vivemos em um país tropical onde é impossível confundir Michael Jordan com Michael Jackson(só o Pelé se esqueceu da pequena diferença de contraste).

E muita gente também vai sair no lucro. Como no caso das empreiteiras, que tendem a ter ganhos inestimáveis – e claro, o comitê organizador – além dos próprios cariocas. Como o Rio vai ter que se transformar em uma vitrine nacional, a baía de Guanabara não poderá MESMO continuar tendo aquele odor. É óbvio que não. Como toda felicidade de ‘brasileiro’ dura pouco, é claro que não foi coincidência nenhuma a taxa de IDH ter sido divulgada 48 horas depois da vitória, para ironizar a ‘75º classe’ em que uma olimpíada de nível mundial seria sediada.

Eu diria que a oportunidade é única e completamente válida. Provas fraudadas terão que ser completamente extintas e a organização em nível estrutural e ambiental – e claro, social – terá que ser totalmente concebível.

O jeito mesmo vai ser assistir à esse filme de comédia – talvez trágica – até 2016. Entre pra Campanha ‘RIO DE JANEIRO ATÉ 2016’ e ria você também!

 

 PS: O blog andou longe, mas agora já está de volta. Espero que tenham gostado do layout! Continuem Modelando seus Paradigmas.

 

 



Escrito por Bianca às 12h21
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Prova é sempre sinônimo de frio na barriga. Para alguns, pelo contrário, é sinônimo de um estrondo que exige um toalete por perto. A verdade é que ficamos preocupados com o nosso nível de conhecimento perante um professor que - sempre - demonstra indiretamente ou diretamente que é superior a nós. Isso já se inicia quando os alunos se encontram sentados e o grande maestro (lê-se:professor) em pé. É claro, apenas uma mera questão de organização de uma sociedade que já não é mais primitiva, ou seja, fatos incompreensíveis que somos obrigados a conviver.

Lembranças do ensino médio não me fazem esquecer as belas provas de matemática. Se compunham de uma folha com 5 frases - numeradas e chamadas de questões - e uma folha em branco, que eu acreditava ser um espelho do meu cérebro naquelas horas. E pra melhorar mais ainda, eu tinha um professor irônico e outro com problemas alcóolicos. O melhor era não questionar, a não ser que eu quisesse ficar horas ironizando uma conversa ou sentir uma baforada não muito agradável. Acredito que os números são os grandes responsáveis por esses desvios de conduta nesses educadores. Não há Einstein que aguente.

Mas o que eu não me conformo até hoje é a questão das exatas serem literalmente ‘descoladas’. Passava horas estudando, que em minutos, viravam um grande desperdício de tempo. Definitivamente, é uma matéria que não cola nem com super bonder. O pior mesmo é quando você consegue transformar aquela folha em branco – em algum momento de luz ou surto – em números soltos, e aí com um sorriso do rosto vai conferir a resposta com nerds que estudam 5 minutos e sabem a resposta do X, Y, Z, W de cor, e pra sua infelicidade, nada bate(só você ta com uma vontade imensa de bater no desocupado que inventou essa matéria inútil).

Pra minha felicidade, hoje em dia elas não aparecem nem nos meus piores pesadelos. Em forma escrita, eu descobri que é a ciência mais complexa segundo Comte, e que é a mais chata segundo eu. Mas não pense que fazendo o que gosta na faculdade, o frio na barriga diminui. Pra minha surpresa, o frio aumentou de forma considerável. Em suma, ser reconhecido pelo o que você pretende se tornar sábio é bem mais plausível – e temível - do que pelo o que você nunca fez questão de saber.

 

 



Escrito por Bianca às 13h31
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E aí, qual foi sua maior idéia milaborante? A de seqüestrar um trem? Pois então, é dessa nem um pouco comum idéia que iremos propagar.

Vivemos em um país que seqüestros tem um múltiplo fim – se a vítima é pobre, o cara não é preso e ela morre, se a vítima é rica o cara é preso e ainda fica famoso devido a quantidade de matérias inseridas em todas as mídias possíveis – e uma única finalidade – dinheiro com fins subjetivamente lucrativos. Pois é, os nossos meros bandidos brasileiros não pensam em seqüestrar algum político corrupto e fazer um discurso de tudo que os deixa ‘boladões’, ou em fazer um ataque terrorista, afinal, o ódio deles é singelamente explicado pela desigualdade social. Desigualdade social que gera transtorno, que causa ausência de expectativa – expectativa até mesmo da própria esperança.

Observando alguns detalhes de um filme recentemente visto por mim, percebi que nem todo lugar é assim – gerando conseqüências completamente desiguais – e que a inteligência invejável de alguns seqüestradores pode realmente mudar até a bolsa de valores(que de valor mesmo, só tem material).

Isso talvez explique toda a excentricidade do filme. Onde no nosso país, um seqüestrador assaltaria um trem – sabendo que ia ser morto, fato que os bandidos daqui não temem – com a finalidade de ver a cotação do ouro ir lá em cima, e de mexer com a economia de um país que o incomoda? Essa é a questão. Nos últimos minutos de filme, o vilão permanece com seu sarcasmo tomando conta de seu leito de morte. E pra ficar com um tom mais 'Travolta', romanceia a cena, considerando o ‘suposto’ corrupto funcionário controlador do tráfego do trem - que negociou com ele durante uma hora a fim de salvar cada pessoa daquele daquela agonizante situação- um  verdadeiro herói.

Como nem tudo são flores, o jeito é admirar filmes assim que tentam passar a realidade de forma DIRETA e se conformar que a informação CONCISA no nosso país é, infelizmente, seletiva. Desse jeito, o único objetivo desses homens tão cheios de coragem é usar o mal para o mal, e não para o bem de uma sociedade, que eles também fazem parte.

 



Escrito por Bianca às 14h28
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Aparências, na nossa era, não andam dizendo muita coisa. Os ditados tentam nos aconselhar(da forma mais clichê tosca possível) para evitar qualquer tipo de decepção, e as regras impostas pela sociedade tentam hipocritizar o verdadeiro eu de cada um. A verdade que é verdade acaba por construir uma mentira que nunca existiu.

É evidente que a fórmula da boa aparência é ser simpático - por mais que seja com alguém que não consiga dizer mais de 2 frases coerentes - , não demonstrar sua opinião em tudo quanto é discussão - se você for de direita, e seus amigos de esquerda, pra que insistir na mesma discussão política sem finalidade? - e ser o mínimo altruísta que puder, passando a segurança de forma que você - espera - que seja recíproca.

Dizer que a sociedade exige esse comportamento, é um completo absurdo. Ela apenas tenta te favorecer, indicando de forma direta como um convívio social pode ter êxito. Os vulgares anti-sociais não são completos anti-sociais. O correto seria dizer que eles são muito sociáveis com si próprios – e aí não resta pra mais ninguém. Constroem um mundo egocêntrico, simpático e adorável, e conseguem resolver seus problemas até certo ponto. A adoração de si mesmo acaba sendo tão grande – e como dizem que o amor está há um passo do ódio – que a ausência de uma opinião contrária, de uma complementação de outro indivíduo, em suma, a ausência de um contato audiovisual em qualquer buteco no fim de semana, acaba transformando a adoração em abominação.

Hipocrisia é uma estrada sem fim – ou com um fim torturantemente triste – que pode levar de uma personalidade sem escrúpulos à um transtorno bipolar seríssimo. Seja social, anti-social, seja a favor do capitalismo ou do socialismo, mas acima de tudo, seja você. Porque a única pessoa que tem a capacidade de ser você, é apenas você mesmo.



Escrito por Bianca às 10h12
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Antes de começar qualquer post 'in' útil (ou a mistura dessas palavras, como preferir) gostaria de fazer um breve agradecimento à todas as pessoas que tiveram paciência - e alguns minutos de sobra - para votar no Modelando Paradigmas. Para a felicidade da nação, ele passou pra segunda etapa do PRÊMIO TOP BLOG e agora espera o resultado acadêmico do prêmio. (diga-se de passagem: ganhar esse selinho roxo do lado esquerdo da tela já fez com absoluta certeza toda a diferença.)

Uma parcela dos indivíduos se reprime quando o assunto é falar sobre aquelas pessoas que convivem com você desde que você nasceu, e que permanecem uma boa parte de tempo na sua vida (dependendo da situação, claro). Já outra, prefere dissimular uma convivência dos sonhos, tentando fazer sua vida um filme de comédia quase trágica. E outras raras exceções, coabitam o mesmo espaço com um relacionamento até que estável.

A verdade é que o antro familiar não é algo tão fácil de compreender. Até parece que nos nossos tempos de sobra a gente para pra refletir que fomos criados da união de duas pessoas e que do nada - não tão do nada assim -, surgimos. E que logo após que chegamos à esse mundo desconhecido, nos deram todos os cuidados possíveis e impossíveis para sobrevivermos até - que enfim! - nos entendermos por gente. Crescemos construindo um pensamento de que família é algo fixo, mas, como a teoria as vezes é bem mais prática que a PRÓPRIA prática, deixamos a praticidade de lado.

O valor é na realidade como uma maçã no topo da árvore. Quando temos a companhia de todas as outras frutas mais fáceis de serem pegas, a maçã é só a maçã. De repente, percebemos que todas as frutas desaparecem, e que só aquela maçã, que sempre esteve lá, nos acompanhou. As vezes a maçã apodrece e morre, caindo no chão, nos mostrando de forma direta que o tempo não volta. Ou as vezes, percebemos a maçã antes das outras frutas, e damos um pontapé no tempo antes mesmo que ele pense em nos dar um.

No meio de tanta correria, de tanta teoria mal escutada, de tanta ‘segunda feira eu faço’ nos deparamos com o valor completamente desvalorizado na nossa vida. Mas sabemos, que quem nos criou, quem compartilha certos momentos(ou até mesmo os errados), são nossa ‘Ohana’ . E “OHANA quer dizer 'família' e 'família' quer dizer 'nunca abandonar ou esquecer'.”



Escrito por Bianca às 15h22
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Mudanças são inevitáveis. As radicais, as passageiras e até as imperceptíveis. Estranho mesmo é essa mobilidade ter o poder de manipular pensamentos, ações, e até mesmo nossos sentidos. Talvez, passar por uma homogeneização desses três tipos de mudanças seja mais assustador do que se parece.

Radicalmente falando, se acomodar com o ócio é fácil. Sempre tem uma cultura inútil na TV, guloseimas te conquistando e o universo infindável da internet. Quando você se depara com o TEMPO correndo 100 metros rasos em menos de 10 segundos - aí sim! -  a intensidade passa despercebida, porém, válida. É tudo tão rápido, que você percebe que as horas dormindo foram um tamanho desperdício, e hoje, você tenta sugar todo esse excesso de energia acumulado naquela passividade.

Você acaba se conformando que é tudo uma questão de tempo. Mas aí esse tempo acaba tendo diferentes características do tempo citado antes - ops, cadê aquela agilidade à la Bolt? - , e se assemelha a uma estrada sem fim, com um começo agitado, e um meio completamente inesperado. As certezas vão desaparecendo devagar, e a imprevisão vira um bicho de sete cabeças. Lá no fundo do seu inconsciente conturbado, seu humilde ser pensa em ter alguma pista do futuro com cartomantes ou ciganas, mas o horoscópo acaba doendo menos ao seu bolso.

Na verdade, só depois de inúmeras coicidências que a sua visão parece clarear. Uma mudança 'untitled' realmente caminha na sua direção. E, ao invés de se preocupar com toda a alta tensão provocada, você prefere deixar o vilão dessa história toda resolver seu destino: O magnífico tempo.



Escrito por Bianca às 16h12
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Se o cansaço de ouvir falar sobre gripe suína te consome - ou se é a própria gripe que está te consumindo e você não sabe - não se preocupe, você irá ouvir falar dela aqui novamente. Por mais que o assunto seja clichê e chato para uns, assustador e o fim do mundo para outros, e aí, nossos amigos porcos vieram pra ficar?

Vamos combinar que é realmente estressante, acordar em um dia ensolorado, ligar a tv e ouvir essa composição de palavras que virou assunto de elevador, de ônibus, de rua, ou seja, de qualquer aglomerado de gente. Um vírus infeliz, que começou no México, e por infelicidade de pessoas que adoram ficar locomovendo seus corpos pra tudo quanto é lugar, ela se alastrou. Pra maior felicidade dos porcos, em uma estação do ano não muito agradável para maioria das pessoas que ficam com suas narinas irritadas com qualquer ventinho - e que infelizmente, são olhadas mal quando são 'pegas' tentando respirar.

Pra piorar a situação, ainda existem pessoas incovenientes que fazem questão de mostrar que são da 'geração saúde' usando aquela maldita máscara, ou até mesmo, pra 'caçoar' da situação. E aí, em hospitais públicos, os porquinhos passam para os pseudo-porquinhos, disseminando toda essa 'porcariada'. E aí é gente morrendo subitamente, o vírus se espalhando, e todo mundo preocupado com o olho do Felipe Massa. Até o vírus chegar na sua cidade e você ficar com TOC, de tanto lavar as mãos.

As prevenções são inúmeras, mas nem todo mundo nasce com sorte. Nem todo mundo pode tomar as poucas doses de vacina existentes ou experimentais, nem toda imunidade lembrou de crescer, nem toda informação é suficiente. Teriam os porcos feito um acordo com os Maias para acabar com nós, até 2012? Fica a questão.



Escrito por Bianca às 15h38
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Nada de uniformes. Nada de regras. Nada de nada. Nada de tudo.

De primeira, é um pulo, dos maiores possíveis. Costumes de ensino fundamental e médio, acabam dando a idéia de que todo tipo de educação é igual. Quando nos deparamos com comportamentos, vestiário e 'ensinadores' muito dos diferentes, qualquer concepção anterior desaparece. Dificilmente, encontramos pessoas aparentementes nerds. Regularmente encontramos pessoas discutindo alguma questão, não da balada anterior, e sim da notícia recente. Facilmente encontramos o corredor lotado de fumaça.

De segunda, por mais que nada te encaminhe a isso, você ainda se sente no ensino médio. Aí você olha um grupo de 3 alunos conversando, e o professor seguindo a aula parecendo não se incomodar. Nada de apostilas, um quadro com palavras soltas, também te faz perceber que a maior regra de todas é você ser o SEU próprio comando, e variadas vezes o da faculdade também. É claro que você já tinha escutado isso de toda sua grade familiar, mas sua ficha só cai lá.

De terceira, na sua volta pra casa, você não percebe como a dutra é grande, e a viagem, longa. Também se conforma, que nunca poderá ouvir seu mp3 em plena paz na ida à FACULDADE. A verdade é que, você quer mesmo que chegue o outro dia pra reviver tudo novamente.

PS¹: Tô postando 1 vez por semana, porque tá realmente tudo muito corrido. Mas prometo comentar em todos os blogs, e não abandoná-los pelo menos 1 vez na semana.

PS²: Meus caros, o concurso top blog já está se encerrando. Quem já votou, não votou, ou tá com preguiça, vota aí : http://www.topblog.com.br/busca_blogs.php?tags=271040?6836ddac43bb619311baeb7c65a69605

Não se esqueçam de ir em seus respectivos emails, abrir o email de confirmação e abrir o link que está lá. Só assim o voto é válido. Agradeço desde então!



Escrito por Bianca às 12h56
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Efetivamente somos excêntricos, sendo isso empregado no sentido pejorativo ou não. Os propósitos podem ser vários, mas uma ilustre situação vista e vivida no dia-a-dia eu não poderia deixar de apontar.

Viver em um mundo de aparências não é ruim, nem bom. Trocar palavras, aderir novos significados à elas, inventar gírias e estar dentro de uma tribo que está na moda também não. Em síntese, a palavra 'MARCA' pode representar bem o contexto. É evidente, que consideramos marca aquilo que é conhecido e usado pela maioria que nos agrada, sendo contraditório ao original significado em que para a possível existência de um produto, ele necessitaria de uma marca(por pior e mister asqueroso que o produto seja). Ao lado disso, a qualidade acaba virando uma aliada sem ao menos ser estritamente comprovada. Pensemos: 'Isso não será usado por tanto tempo, não necessito do mais duradouro, e sim do mais brilhante.' Agências de publicidade perdem noites tentando descobrir o que é facilmente perpetuado por nós. Enquanto nós, procuramos não sermos estáveis por muito tempo.

O 'funny' dessa totalidade inestimável não deveria a transformar em pecado capital. Afinal, queremos ser notados, por mais que isso ultrapasse muita das vezes nossos limites. Poupamos nosso tempo, e se nos dão a fórmula do brilho completo, por que não aceitar? Os intediados criam uma, quando já se tornam anciãos, e aí não tem força suficiente para fazê-la. E os que não tem força suficiente para tê-la, ainda no começo de suas vidas, resolvem tirá-la de quem tem(como o plâncton busca a fórmula do hámburguer de siri, e inventa um abecedário inteiro de planos mirabolantes).

E aí se criam mais palavras que como um grude, se dissipam por todos os lugares até outras terem uma força maior para acabar com sua existência. E nós? Nós apenas não queremos nos ofuscar no meio de tantas luzes, de tantas cores.



Escrito por Bianca às 21h39
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Julho é um mês agitado. Agitado para o país, turismo, comércio, e até mesmo para mim. Nessa parte, acho que só o clima se safa da agitação. Contudo, acho que esse alvoroço explica meu sumiço não proposital do blog. Espero que vocês se agitem de volta, não se acomodando com o descanso(que a partir desse segundo acaba de ter fim) do Modelando Paradigmas.

Inevitável não reparar em personalidades célebres e dispensáveis pelas ruas afora. Uma coisa que me chamou atenção é a falta de influência que as campanhas de cigarro tem nas pessoas. Por aqui, eu só observava pessoas 'pré idosas', e imaginava que o vício teria tido sua origem na infância ou adolescência, quando o cigarro ainda era a tendência do momento. Mas saindo daqui, a situação é completamente contrária. A indústria de cigarro ainda está com um domínio grandíssimo sob os jovens de classe média/alta, que apesar de terem muito mais informação, se entregam à esse mundo.

A razão disso poderia seguir diversos caminhos, de problemas familiares à amorosos. Na realidade, o maior problema é a desvalorização de si próprio, quando o motivo real é a falta de motivos para ter algum merecimento. Ao mesmo tempo que a indústria tenta alertar nas suas embalagens que o caminho não é certo, também simula uma luz num fim do túnel para os necessitados, ou até uma luz colorida para os entediados. A juventude é um confronto de idéias, os dias estão cada vez mais contados, e a vida se torna extremamente intensa quanto mais for arriscada.

Qualquer vício sendo ilegal, legal, interessante ou eletrizante, quando começa a dominar seus sentidos, se torna um sofrimento bem maior do que qualquer prazer vivido com o meio antes. O hilário é que realmente existem indivíduos que gostam de ser dominados, masoquistas, ou até mesmo seguir alguma tendência?

A explicação ainda é incerta. A definição de aventura, continua sendo subjetiva. E o pulmão, cada um com o seu.



Escrito por Bianca às 14h35
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Todos os textos que já li até hoje, tem uma parte em mim, mesmo que seja mísera e inconsiderável. Houve uma época em que um texto que comparava a vida como uma peça de teatro, era popularmente visto em tudo quanto é lugar. Se na época ele não fez sentido algum, hoje o sentido são as poucas lembranças ligadas ao presente que me fizeram pensar no assunto.

Não, não se resume apenas que nós todos somos atores da nossa própria vida, e dependemos dos nossos atos para receber aplausos ou tomates. A verdade é que, nem todos são protagonistas, e nem todos antagonistas. Vejo por aí, muitas pessoas que poderiam se considerar figurantes. Pessoas sem expectativas, que acham que o mundo é somente mundo, e que estão longe de serem superadas por si mesmas. Como também,muita gente bonita, com sorriso no rosto e dinheiro no bolso, que julgam ser protagonistas e antagonistas do seu mundo ao mesmo tempo, quando no mundo lá fora, não passam de números.

Também é fácilmente visto, falas tão decoradas que fazem sofrer as falas que estão reprimidas. Ao contrário disso, são vistas palavras fluindo com tanta tranquilidade, fazendo o ator ser proprietário de seu próprio personagem. A verdade é que não sabemos qual desses dois atores citados são os verdadeiros virtuosos. Os protagonistas estão atrás de um reconhecimento cada vez maior, e os antagonistas esperam aflitos qualquer momento de fraqueza deles. Quanto mais o protagonista é preciso em seu palco, mais o antagonista tenta procurar deformidades para aliviar-se.

 A verdade é que a virtude que procuramos, exige recompensa, e caso não tenha êxito, procuramos a virtude que tenha. Se apenas buscássemos à virtude, sem ligar para suas consequências, talvez assim teríamos a verdadeira virtude.

Aos figurantes, mais valores. Aos protagonistas, menos elevação de si mesmo. Aos antagonistas, mais realidade.  E à platéia, menos pertinácia.



Escrito por Bianca às 21h17
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